Se você está buscando proteger os planos de quem ama e depende de você, provavelmente já se deparou com inúmeros tipos de seguro de vida e ficou na dúvida: qual a melhor opção? Deixa que a gente te ajuda!

Quando contratamos um seguro de vida, é difícil entender que os prêmios (que são os valores pagos mensalmente) nem sempre serão convertidos em um bem material para que você possa aproveitar.

Por outro lado, a gente torce para que nossos beneficiários não precisem dele. Ninguém deseja que algo ruim aconteça. Mas como já diz aquele velho ditado, é melhor prevenir do que remediar… 

Pensando nisso, explicamos aqui os dois principais tipos de seguro de vida oferecidos atualmente no mercado. Assim você poderá entender melhor sobre eles e fazer a melhor escolha para as suas necessidades.

Seguro de Vida Temporário

O seguro de vida temporário não envolve muito mistério. Contratado o seguro, será emitida uma apólice que possui um prazo de validade definido, que varia entre 1 e 30 anos. Caso você morra dentro desse prazo, aqueles que você escolheu como seus beneficiários irão receber o valor da indenização.   

Caso não aconteça nada durante o período de validade da apólice, o seu seguro pode expirar ou ser renovado, de acordo com o que foi firmado na contratação. 

E quanto se deve pagar para ter o seguro temporário? O prêmio (ou mensalidade) varia de pessoa para pessoa, e o seu cálculo considera fatores como: idade, estilo de vida do segurado, montante da indenização e validade da apólice.

No geral, o valor desse tipo de seguro é o mais baixo quando comparado ao seguro de vida resgatável.

Em todo caso, saiba que existem pontos importantes a serem considerados ao contratar o seguro de vida temporário: 

O valor do prêmio será reajustado anualmente

Conforme ficamos mais velhos, o nosso risco de morte aumenta e, consequentemente, as chances da seguradora precisar indenizar os seus beneficiários também. 

Sendo assim, uma vez por ano, no aniversário da apólice, o valor pago mensalmente sofre alteração. Vale lembrar que esse reajuste tem amparo legal e é definido pela probabilidade de morte da população, conforme sexo e idade, baseada nas pesquisas realizadas pelo IBGE ano a ano.

O seguro pode não ser renovado

Quando a validade da apólice expira (ou quando não há a opção de renovação), mesmo que você queira contratar outro seguro, existe a chance de você não ser aprovado. 

Isso acontece porque é necessário realizar novamente a declaração pessoal de saúde, e, dependendo da sua situação de saúde e estilo de vida naquele momento, a seguradora pode se negar a fornecer a cobertura.

Seguro de Vida Resgatável

O seguro de vida resgatável envolve várias regras e condições especiais. Em resumo, podemos dizer que a grande diferença do seguro de vida resgatável é a possibilidade de o segurado sacar uma parcela da quantia total já paga à seguradora após a carência determinada em contrato. Além disso, os prêmios deste seguro são nivelados, não sofrendo reajustes conforme a idade do segurado.

É importante observar que esse tipo de contrato tem a ideia de ser vitalício. Se você terminar de pagar o tempo do contrato e não fizer o saque de nenhum valor, você tem a opção de manter a cobertura para quando algo acontecer com você. 

Ainda, se você decidir sacar todo o valor disponível, a sua apólice é cancelada - e seu seguro também. Caso resgate apenas uma parte, a cobertura paga em caso de sinistro será reduzida proporcionalmente.

Assim como no seguro temporário, o seguro resgatável também possui alguns pontos de atenção:

O valor dos prêmios é muito mais alto

O fato de a contratação abranger mais de um tipo de seguro, aliado ao valor fixo dos prêmios, faz com que o valor mensal seja de 10 a 20 vezes maior, dando direito a uma cobertura proporcionalmente menor do que aquela que você teria no seguro temporário. 

Não é possível efetuar o resgate a qualquer tempo

Para que você consiga sacar uma parte do seguro, existe um período mínimo de pagamento de prêmios. Esse prazo costuma ser de 2 anos.

Pensando nisso, esse tipo de seguro não abre brecha para crises (como uma pandemia, por exemplo), já que você perderia seu dinheiro caso precisasse resgatar o valor pago antes do prazo estabelecido. 

O resgate é menor do que o valor total dos prêmios quitados

Mesmo que alguns produtos prometam até 3% acima da inflação, o que pode parecer um bom negócio enquanto ela estiver baixa, outros investimentos rendem mais. 

No entanto, comparando cotações de seguros resgatáveis com os não resgatáveis, quem precisa garantir valores mais significativos percebe que seguros não resgatáveis possuem valores mensais mais acessíveis, permitindo fazer outros investimentos mais rentáveis enquanto mantém a cobertura.

Ainda, destacamos que existem outros motivos acerca da redução do valor do resgate:

  • Há desconto referente à taxa de carregamento (que custeia as despesas da seguradora);
  • Sobre a reserva não incide qualquer tipo de juros, o que significa que não há qualquer tipo de rendimento com base nos valores pagos. 

Veja que, apesar de ser uma forma de receber de volta uma parte dos valores que você pagou, o seguro resgatável não é uma forma de investimento justamente devido a falta de rendimento considerável do valor pago. 

A inflação e o seu seguro

Seja no seguro de vida temporário ou resgatável, é importante saber que a cada ano o valor do prêmio sofre atualização conforme a inflação. 

Só de ler essa palavra a gente se arrepia, né? Mas por incrível que pareça, quando falamos em seguro de vida, a inflação aparece como um personagem muito importante - e positivo. 

A gente sabe que a quantidade de coisas que comprávamos com R$50,00 nos anos 2000 não é a mesma que conseguimos comprar nos dias de hoje. Agora imagina contratar um seguro de vida e morrer 20, 30 anos depois? A cobertura que você contratou, se não atualizada, manteria o padrão de vida daqueles que ficaram?

É nesse momento que a inflação aparece para equilibrar as contas. 

Todo ano o valor do capital segurado é corrigido com base no IPCA/IBGE (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de forma que o poder de compra possa ser, de alguma forma, mantido. 

Consequentemente, os prêmios também serão atualizados, seguindo o mesmo índice, além do reajuste por idade.

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Afinal, qual tipo de seguro contratar?

Depois de apresentados os principais pontos de cada tipo de seguro, é chegado o momento de decidir: seguro temporário ou seguro resgatável?

Apesar de o seguro resgatável não aumentar de valor conforme a idade e te dar a opção de reaver uma parte do dinheiro ainda em vida, ficou claro que o seu custo é muito maior do que o praticado pelo seguro temporário. Ainda, esse resgate não é inteligente, falando sob o ponto de vista financeiro: o valor que você receberia é baixo se comparado a um investimento com juros e rendimento de fato.

O melhor a se fazer, então, é contratar um seguro de vida temporário para garantir que os planos dos seus dependentes continuem mesmo sem a sua presença e, paralelamente, realizar investimentos com boas perspectivas de rentabilidade. 

Para saber o quanto começar a investir, você pode inclusive considerar o valor da diferença entre o valor da mensalidade de um seguro resgatável que você estava considerando e de um temporário, agora mais barato e simples de manejar.

Uma outra opção é aliar ao seguro temporário o investimento num plano de aposentadoria, tendo como foco também o seu próprio futuro. 

Você encontra aqui algumas dicas de como fazer um planejamento financeiro que te permita alcançar os seus objetivos e da sua família e, o melhor: mantendo todos resguardados através do seguro de vida.

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