Se você quer saber se seguro de vida cobre suicídio, a resposta é sim. Mas saiba que nem sempre. Existem algumas condições e protocolos para acionar a cobertura quando o assunto é suicídio, como o período de carência e a apresentação do laudo médico sobre a causa de morte do segurado.

Por que o seguro cobre o suicídio?

Quando tratamos de seguro de vida, o suicídio é tratado como um acidente pessoal. Esse entendimento é bastante técnico, mas é compreendido dessa forma basicamente por ser um ato externo ao organismo.

Sendo assim, como o seguro de vida cobre as mortes por acidente, o suicídio também se enquadra nessa categoria. Além disso, foi estipulado em lei que as seguradoras devem cobrir a morte por suicídio, mais especificamente no artigo 798 do Código Civil de 2002.

De qualquer maneira, é importante verificar os termos da apólice de seguro. Na Azos, o seguro de vida cobre o suicídio desde que não tenha sido planejado no momento da contratação e que ocorrido após o período de carência.

Cobertura por invalidez permanente total por acidente (IPTA)

Esse entendimento é bastante técnico, mas por ser um ato externo, compreendemos que se trata de um acidente externo pessoal. 

É, por isso, que no caso da cobertura por invalidez permanente total por acidente (IPTA), o suicídio está incluso.

O que e quanto é o período de carência?

O período de carência é o tempo necessário para determinada situação ou acontecimento, como o suicídio, ser enquadrado pela cobertura.

Se, por acaso, o suicídio ocorrer durante o período de carência, a cobertura não será validada e, portanto, os beneficiários não poderão receber a indenização em caso de morte do segurado.

Em caso de doenças graves, o período de carência é de apenas 60 dias. Já para acidentes pessoais, e o suicídio é incluso aqui, o período de carência é de 2 anos por lei, como dito anteriormente.

Quando o seguro não cobre o suicídio?

O seguro de vida não cobre o suicídio em dois cenários possíveis. No primeiro, se o segurado cometer o ato durante o período de vigência da carência (de 2 anos); ou no segundo, se for comprovado que o titular da apólice contratou o serviço já com o intuito de tirar a própria vida para deixar a indenização para alguém.

Em ambos os casos, o artigo 798 do Código Civil, delibera sobre o não pagamento da indenização aos beneficiários do segurado falecido.

Quer dizer, o período de carência de 2 anos é um mecanismo pensado para que o seguro não seja contratado com a intenção antecipada de suicídio. 

É, por isso, que a premeditação do ato é considerada, pois, se houve a intenção de suicídio já durante a contratação, significa que o suicídio não foi um acidente. Daí a negativa do pagamento da indenização.

Ainda com dúvidas sobre esse assunto? Fale com um especialista Azos agora mesmo.





Em caso de pensamentos suicidas ou conhecimento de alguém que os tenha, procure por sua rede de apoio (amigos ou familiares). Mas, se considerar necessário entre em contato com o Centro de Valorização da Vida. A conversa está sujeita a total sigilo, seja por telefone, e-mail ou chat, 24 horas, todos os dias. Acesse o site: https://www.cvv.org.br/ ou ligue para o número 188!