A tecnologia é uma das principais responsáveis por mudanças no cotidiano da população, especialmente no âmbito financeiro. Nesse sentido, vale saber que as inovações também chegam ao mercado de seguros — um exemplo é o open insurance.

Ele faz parte de um novo processo de adequação tecnológica no mercado brasileiro, junto com o open banking. O intuito é trazer mais praticidade para os clientes. Desse modo, o open insurance pode gerar vantagens para quem busca contratar serviços de seguro.

Neste artigo, você conhecerá open insurance e saberá como esse sistema funcionará. Acompanhe a leitura!

O que significa open insurance? 

O open insurance, ou sistema de seguros aberto, consiste em um novo mecanismo de compartilhamento de dados entre empresas brasileiras presentes no mercado de seguros. O objetivo é gerar maior competitividade para o setor e trazer praticidade para os clientes.

A base para a criação desse sistema define que os dados transacionais de seguros pertencem aos clientes, não apenas às instituições. Dessa maneira, os consumidores devem ter o controle para determinar quem poderá ter acesso aos seus dados.

Todas as empresas autorizadas e credenciadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) podem participar do sistema open insurance. Elas devem, em conjunto, integrar seus sistemas para facilitar o compartilhamento de informações. 

Vale ter em mente que o processo só acontece a partir do consentimento dos clientes. Além disso, eles também podem determinar quais informações serão compartilhadas e por quanto tempo elas ficarão à disposição da instituição. 

Desse modo, os consumidores podem usar seus dados em uma instituição para contratar novos serviços com melhores condições em outra empresa. Como a nova companhia terá acesso ao seu histórico, ela poderá oferecer soluções personalizadas. 

Qual a relação entre open insurance e open banking?

A criação do open insurance está alinhada com a implementação do open banking no mercado brasileiro. Também conhecido como sistema financeiro aberto, a proposta desse mecanismo é facilitar o compartilhamento de dados entre instituições financeiras.

Para entender melhor, imagine um cliente que está em busca de financiar um apartamento. No entanto, o banco no qual ele é correntista não apresentou uma oferta interessante. Logo, ele opta por procurar outras instituições que oferecem o serviço.

Como há um sistema integrado no mercado, o cliente pode permitir que um novo banco acesse seu histórico e apresente uma oferta com base nele. Ou seja, o open banking traz maior praticidade para a contratação de serviços. 

O sistema financeiro aberto também oferece facilidades para realizar pagamentos online. A sua implementação teve início em 2020 e inclui instituições financeiras, como bancos comerciais e fintechs.

Como você viu, o open insurance tem similaridades em relação ao open banking. No entanto, o foco da sua operação são as empresas brasileiras que oferecem seguro — e os serviços presentes nesse mercado.

Como ele funcionará?

Agora que você sabe mais sobre o open insurance, é interessante entender como esse sistema funcionará. Para viabilizar a novidade, haverá uma plataforma integrada que conectará os clientes às empresas e serviços de seguro.

Isso será possível por meio das application programming interfaces (APIs). Elas são mecanismos que permitem a comunicação entre dois softwares distintos. Para isso, as instituições do mercado de seguros precisam padronizar o processo de compartilhamento de informações. 

Por meio dessa plataforma os clientes poderão ter acesso aos serviços de diferentes instituições de forma ágil. Ademais, como haverá padronização nos dados, será possível comparar os serviços com mais praticidade.

Todo esse processo deverá acontecer a partir do consentimento do cliente em compartilhar as suas informações com outras instituições. Elas podem incluir dados cadastrais, comportamentos de compra e demais informações sobre atendimentos.

Após a autorização do cliente, as empresas poderão acessar os dados e ofertar serviços de seguro que estão alinhados aos objetivos e necessidades de cada consumidor. Por esse motivo, o sistema contribui para a competitividade do mercado. 

Além disso, a regulação do sistema por parte da Susep conta com a atuação de uma estrutura de governança. Será ela a responsável por viabilizar o bom funcionamento do open insurance, oferecendo segurança aos usuários.

Como será a implementação do open insurance?

Como você viu, o open insurance é um sistema que pode trazer praticidade para o cotidiano dos clientes que contratam serviços de seguro. Por isso, é importante saber como será a sua implementação no mercado.

A Susep elaborou um cronograma que detalha as etapas do funcionamento do open insurance. A fase 1, também chamada de open data, começou em dezembro de 2021 e buscou atender as empresas do setor. O objetivo dela era dar início a padronização do sistema. 

Assim, as instituições participantes do open insurance puderam compartilhar informações sobre os seus produtos, canais de atendimento e outros detalhes. 

A fase 2, com início em 2022, tem como prioridade as informações dos clientes. Ou seja, durante essa etapa, o público faz o cadastro de seus dados no sistema e registra seus dispositivos móveis.

Por último, a fase 3 é aquela que permite o acesso aos serviços do open insurance. A implementação dela começa em dezembro de 2022. Após essa etapa, os clientes poderão usufruir de todo o potencial do sistema. 

Quais vantagens ele trará para os clientes?

Ao conhecer o conceito, é possível perceber que o open insurance pode trazer diversos benefícios para o cotidiano dos clientes. O principal é o potencial de encontrar melhores condições para a contratação de um serviço. Assim, ao buscar um seguro de vida, pode ser mais fácil encontrar a opção ideal. 

O sistema também contribui para a competitividade do setor. Afinal, será prático para os clientes transitarem entre instituições e compararem serviços. Logo, as empresas podem criar novas soluções para se destacarem nesse mercado e atraírem mais pessoas. 

A segurança é outro ponto positivo do open insurance. Ela existe porque todo o processo de compartilhamento de dados do sistema acontece em concordância com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) — e a própria Susep poderá acompanhar as transações no sistema. 

Como vimos, o open insurance será responsável por trazer inovações interessantes para o mercado brasileiro de seguros. Portanto, vale a pena saber como ele funcionará e quais benefícios trará para o cotidiano dos clientes.

Quer saber mais sobre seguros de vida? Saiba qual a cobertura ideal para o seu perfil!