O mercado de seguros brasileiro é antigo, algumas das seguradoras mais tradicionais em operação têm mais de 80 anos. Não é fácil lidar com o fluxo de informações captadas desde então.

No entanto, esse é o objetivo dessa nova regulamentação proposta pela SUSEP (Superintendência de Seguros Privados). O mercado deve começar a atualizar e compartilhar as informações dos usuários e consumidores de seguros, mediante a aprovação prévia, com o objetivo de melhorar, digitalizar e possibilitar produtos mais personalizados.

Apesar de parecer inevitável seguir o movimento dos bancos no Open Banking, essa iniciativa pode demorar um pouco. Acompanhe.

O que é o Open Insurance?

Open Insurance quer dizer em português seguro aberto. Isso quer dizer que as informações devem ser compartilhadas de forma responsável com o objetivo de fornecer melhores produtos e condições para quem tem interesse em consumir.

Todas as instituições devem, nesse primeiro momento, desenvolver um sistema único, seguro e padronizado para que essa troca de informações ocorra de forma efetiva e sem riscos, dentro da LGPD.

Isso deve ser possibilitado através de uma tecnologia conhecida como API (Application Programming Interface) que significa Interface de Programação de Aplicativos. Essas APIs são padrões de programação digital. Essa interface deve permitir que quando o cliente quiser, ele possa pedir que a seguradora compartilhe informações com outras instituições.

Empresas americanas como a Lemonade, já oferecem APIs públicas que permitem a comercialização de seus produtos por corretoras interessadas. Isso faz com que não seja necessário um novo desenvolvimento; apenas a utilização da tecnologia aberta.

Segundo o site da empresa GR1D, o Open Insurance “viabiliza uma estratégia de inovação aberta, que reúne diferentes empresas do mercado de seguros, interessadas em criar novos produtos e aplicativos, em uma plataforma de entrega de serviços e dados.” 

Compartilhamento de dados

Esse processo deve obedecer a vontade do cliente de compartilhar ou não as informações que ele cedeu durante seu relacionamento com a marca, desde comportamento de compra, dados de cadastro ou informações complementares de atendimentos que possam ter ocorrido.

Mediante essa autorização será possível oferecer um seguro mais adequado às necessidades daquele usuário ou condições de negociação mais interessantes para aquele momento.

Quando passa a valer o Open Insurance?

Organizada por etapas pela SUSEP, essa operação deve começar em dezembro, onde as empresas devem começar a abrir dados dos produtos que comercializam, como preços e condições.

Em maio do ano deve ser iniciada a segunda etapa, quando começam a compartilhar os dados de clientes. É aí que o consumidor pode solicitar os dados de uma seguradora para outra para conseguir melhores termos e negociações.

Em julho, na etapa final, os produtos já devem começar a ser oferecidos pelo sistema Open Insurance.

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Vale para todos?

Todas as seguradoras grandes e tradicionais do mercado devem participar. Insurtechs, como a Azos, tem a opção de não entrarem.

Uma vez dentro do sistema, devem permanecer dentro das regras estabelecidas de compartilhamento.

Na prática, o Open Insurance tem um potencial grande de, como o Open Banking, permitir que as empresas ofereçam melhores condições e serviços para as pessoas interessadas. Também será possível estudar os dados e desenvolver melhores produtos, que se adequem à realidade do brasileiro à medida em que ela muda.