“É possível perder o direito ao seguro de vida do qual sou beneficiário?”. Se você já se fez essa pergunta, saiba que existem algumas situações em que isso pode ocorrer. 

Essa dúvida normalmente ocorre a quem não pagou uma ou mais parcelas do seguro de vida, não cumpriu alguma condição contratual ou não entendeu bem uma cláusula da sua apólice. Por isso, é importante compreender todas as condições do seguro que você contratou - de preferência com a ajuda de especialistas. 

Mas não se preocupe! Neste artigo, selecionamos algumas informações úteis para que você possa se prevenir e prevenir seus beneficiários de eventuais problemas na hora de buscar a indenização. Quer saber quais são elas? Continue lendo e descubra!

Quais são as coberturas do seguro de vida?

Primeiro, precisamos explicar que o conceito de seguro de vida pode ser entendido de duas maneiras: uma mais ampla, também chamada de seguro de pessoas; e uma mais direcionada, quando o que se protege é realmente a vida do segurado. 

O seguro de vida voltado para a proteção das pessoas em geral, abarca situações de risco que causam problemas graves, afetando a vida ou o bem-estar dos indivíduos e de suas famílias. Ele pode contar com algumas coberturas no intuito de fornecer apoio financeiro para quando - e caso - esses momentos desagradáveis aconteçam.

Veja a seguir quais são as principais coberturas oferecidas pelos seguros de vida.

Cobertura de Invalidez 

Essa cobertura abrange situações que comprometem o funcionamento de órgãos ou mesmo que levam à perda permanente ou completa de movimentos físicos. Essas consequências podem ser causadas por acidentes ou doenças. 

Vale destacar que a cobertura por invalidez é subdividida em vários tipos, os principais são:

Invalidez Permanente Total ou Parcial por Acidente 

A invalidez trata da perda, redução ou impotência funcional de um membro ou órgão do corpo. Ela é definida como permanente quando se constata que não existem chances de reverter a lesão, seja ela parcial ou total.

A parcial acontece quando não há perda completa da função daquela parte do corpo, mas uma redução dela. Por exemplo, quando um tombo ou pancada faz com que a pessoa fique sem conseguir se locomover normalmente.

Já a invalidez total ocorre quando a pessoa perde completamente a função daquele membro ou órgão por causa de uma lesão. Vale também para caso a pessoa perca o membro ou órgão devido ao acidente. 

Em todos os casos, a cobertura desse tipo de seguro abrange as lesões físicas ocasionadas por um acidente. Vale conferir nas condições do seu seguro quais são as situações consideradas como acidente.

Invalidez Permanente Total ou Parcial por Acidente com Majoração

Essa cobertura se assemelha à anterior em quase tudo, com a exceção de que há um foco maior em algumas partes do corpo.

Isso porque alguns profissionais dependem mais de alguns membros específicos para trabalharem. Desse modo, quando um acidente compromete o uso dessas partes do corpo, o valor da indenização é maior. Isso é a majoração.

Por exemplo, um cabeleireiro depende de suas mãos para trabalhar. Se sofrer um acidente que lesione outras partes de seu corpo e provoque a limitação ou perda de movimentos, o valor é um. Se o acidente comprometer as mãos, a indenização é maior - em especial se o acidente afetar os movimentos, impedindo o profissional de trabalhar.

Invalidez Funcional Permanente Total por Doença 

Essa cobertura protege a pessoa que desenvolve uma doença grave, que acaba limitando os seus movimentos ou funções físicas, fisiológicas e/ou mentais, impedindo-a de ter uma vida independente. A limitação precisa ser completa e permanente.

Diária por Incapacidade Temporária

Esse tipo de seguro indeniza quem fica impossibilitado de trabalhar por algum tempo devido a uma doença ou um acidente. Isso pode incluir hérnia, lesão por esforço repetitivo (LER), entre outras - desde que especificadas na apólice.

É atribuído a cada dia um valor, e o pagamento é calculado multiplicando esse valor pelo número de diárias do período em que o segurado ficou afastado do seu trabalho. Caso a pessoa se recupere e retorne ao trabalho antes do previsto, o pagamento do seguro é interrompido.

Cobertura de doenças graves

Essa modalidade cobre situações envolvendo doenças consideradas graves como câncer, Doença de Alzheimer, Acidente Vascular Cerebral (AVC), entre outras. O melhor a se fazer é conferir junto à empresa que oferece o seguro quais são as doenças protegidas pela cobertura. 

Se a sua família tem histórico de doenças graves, esse tipo de seguro pode ser uma opção interessante.

Cobertura de morte

O seguro de morte se distingue dos demais porque o valor não é pago ao segurado, afinal, é o seu falecimento que gera a necessidade de indenizar. Nesse caso, um ou mais beneficiários recebem a quantia determinada pelo capital segurado, escolhido na contratação.

No entanto, para que isso ocorra, as circunstâncias da morte do segurado precisam estar de acordo com as cláusulas da apólice do seguro de vida. Nesse ponto, vale destacar que, normalmente, há dois tipos principais de cobertura para esse seguro:

  • cobertura por morte acidental: destinado para eventos imprevisíveis que levem o segurado a óbito. Por exemplo: acidentes de trânsito ou de trabalho;
  • cobertura por morte natural: o falecimento, nesse caso, se dá devido a uma doença ou pela idade avançada do segurado.

Como solicitar a indenização do seguro de vida?

Para dar início ao processo de recebimento da indenização, o beneficiário deve informar à seguradora ou à corretora sobre a ocorrência do sinistro, isto é, da morte, doença ou incapacidade (invalidez) de quem contratou o seguro. 

Para tanto, é preciso ficar atento ao prazo de aviso do sinistro e de solicitação da indenização. 

Esse prazo é estipulado pelo Código Civil. Para o seguro com cobertura de morte, ele é de 3 anos, contados a partir da data do falecimento do segurado. Já nos tipos de seguro em que o beneficiário é o próprio segurado, o prazo é de apenas 1 ano.

Documentos necessários

Após a comunicação do sinistro pelo beneficiário, a seguradora ou corretora irá iniciar o processo para pagamento da indenização. Um formulário será encaminhado para preenchimento, em que será necessário especificar o ocorrido. 

Além disso, outros documentos devem ser anexados e enviados juntamente com esse formulário. As exigências variam conforme a empresa responsável pelo seguro, mas existem alguns documentos essenciais que serão exigidos na maioria dos casos. Veja alguns dos principais:

  • certidão de óbito do segurado em cópia autenticada, no caso de um seguro de morte;
  • documento de identificação do segurado que contenha número de RG e CPF;
  • comprovante de residência, endereçado ao segurado;
  • boletim de ocorrência policial, se houver;
  • relatórios e exames médicos, nos casos de seguro de invalidez ou doenças graves;
  • autorização de pagamento com os dados da conta bancária do beneficiário.

Outros documentos podem ser solicitados, e alguns inclusive possuem modelos, fornecidos pela própria seguradora ou corretora. 

“Ok, mas como saber se vou perder o seguro?”. Esse é o foco do próximo tópico, no qual listamos cinco fatores que podem levar a esse resultado desagradável. Acompanhe!

Seguro de vida negado

Agora chegou o momento de entender quando um seguro de vida pode ser negado. 

Independente da modalidade e cobertura do seu seguro, a inadimplência, o atraso no pagamento de parcelas e a ocorrência da morte, invalidez ou diagnóstico da doença grave durante o prazo de carência do seguro são motivos para que a seguradora não pague a indenização. Outro ponto é a perda do prazo legal para solicitação da indenização.

Por isso, atenção sempre aos prazos e disposições da sua apólice. Adiante, confira outras das principais ocasiões em que o pagamento da indenização pode ser negado!

Morte natural

Se a cobertura do seguro é destinada apenas para morte natural, nesse caso, a indenização pode ser negada, obviamente, se a morte não tiver causas naturais. É importante checar o que o seguro considera e cobre, nas condições gerais disponibilizadas ou mesmo em contato direto com algum consultor.

Morte por acidente

No seguro que cobre morte acidental, dependendo da apólice, há certos eventos que não são cobertos pelo seguro. Por exemplo, se o falecimento for em decorrência de algum desastre natural, como terremoto, ciclone, maremoto, etc.

Morte em decorrência de guerra também não costuma ser considerada como válida para o recebimento do seguro, tampouco em decorrência de terrorismo ou outro tipo de perturbação de ordem pública.

O seguro de vida também não costuma cobrir a utilização de elementos nucleares. Em certos casos, intoxicações alimentares ou por itens químicos, remédios ou drogas, decorrentes de acidente pessoal, também não são cobertas.

Em resumo, é essencial verificar quais os riscos cobertos pelo seguro de vida e quais não são, especialmente se você estiver exposto a alguns por causa do seu trabalho ou outra atividade. Por isso, antes de contratar, entenda qual o seguro mais adequado para você e seu estilo de vida.

Invalidez

Nesse tipo de cobertura, um dos principais fatores que levam a seguradora a negar o pagamento do seguro é se a invalidez foi ocasionada por uma doença ou lesão que já existia anteriormente à contratação do seguro. 

Também é preciso checar quais os riscos cobertos pelo seguro que podem provocar a invalidez e quais não são cobertos. Às vezes, a diferença entre um sinistro válido ou não pode estar, por exemplo, nos detalhes de um acidente.

Doenças Graves

Tal como no caso anterior, aqui a indenização pode ser negada se a doença grave em questão tiver sido diagnosticada antes da contratação do seguro de vida. Isso desde que ela seja conhecida pelo segurado e ele não a tenha declarado em sua proposta de adesão ao seguro.

Além disso, é preciso checar se a enfermidade faz parte da lista de doenças graves cobertas pelo seguro.

Se for confirmado que o segurado agiu de má-fé ao omitir uma doença grave, lesão ou outro problema que tenha ocasionado invalidez, doença ou morte, a indenização será negada, configurando uma fraude ao seguro. Então, quando fizer a sua proposta de adesão, sempre forneça todos os dados que você possui, com informações verdadeiras.

Precauções para evitar problemas com o seguro de vida

A regra número 1 para evitar quaisquer problemas é agir com transparência, sempre. 

Como dissemos, é essencial fornecer todas as informações corretas para a contratação. Responda às perguntas conforme a sua real situação de vida naquele momento. Já no ato de comunicação do sinistro, se atente aos prazos e encaminhe todos os documentos que forem solicitados. 

Se, mesmo cumprindo todos os passos corretamente, houver uma negativa no recebimento do seguro de vida, indicamos que você busque um profissional especializado para te auxiliar. Essa pessoa poderá orientar melhor sobre o que motivou a recusa de pagamento.

Se você contratou um seguro Azos, recomendamos escolher bem o seu Guardião. Ele será uma pessoa a mais para se atentar aos prazos, garantindo que o contato com a gente para comunicar o sinistro seja feito o quanto antes. Inclusive, ele poderá ajudar na solicitação da indenização para você ou seus beneficiários.

Por último, mas não menos importante, é preciso atenção às condições de cada apólice. Compreender todas as condições estipuladas pela empresa responsável pelo seu seguro diminui as possibilidades de negativa de pagamento da indenização. Conte com os nossos especialistas para sanar todas as dúvidas antes da contratação do seu seguro Azos.