Se considerarmos que para ser investimento, basta uma quantia de dinheiro render com o tempo uma taxa que aumente a quantia inicial depositada ou desembolsada por você, sim, existem tipos de seguros de vida que funcionam como investimento.

Esse é o caso do seguro de vida resgatável. Nele você pode sacar, quando julgar necessário, uma parcela da cobertura, por isso resgatável, além do acréscimo da taxa de rendimento que ele gera.

Mas, vale a pena?

Isso é o que você vai descobrir ao ler esse artigo. Mas, se as coisas estão corridas por aí, pule para o último tópico e confira qual a opinião dos nossos especialistas sobre tratar o seguro de vida como um investimento.

Boa leitura!

O que é Seguro de Vida?

Vamos direto ao ponto: o seguro de vida é um meio de proteger a estabilidade financeira dos seus entes queridos caso você morra de repente.

E funciona assim: quando o segurado falece, no caso você, a família ou o beneficiário definido no contrato de apólice, recebe da seguradora a indenização contratada no seguro.

Esse é, na verdade, o principal objetivo do seguro de vida: proteger financeiramente a sua família por meio do dinheiro pago pela seguradora que você contratou.

Legalmente, o seguro de vida ocorre pelo que se chama de transferência de risco. Imagine. Carlos tem 8 anos e passa os dias como qualquer outra criança da sua idade. Ele toma o café da manhã e almoça todos os dias com a família, após o almoço seu pai, João, o deixa na escola. 

Porém, hoje o dia foi atípico, João não chegou no trabalho após deixá-lo no colégio. Houve um acidente com uma vítima fatal, foi o que Carlos descobriu ao chegar em casa no fim da tarde.

Apesar de ser um acidente, era um risco que João corria, assim como toda pessoa que enfrenta trânsito no dia a dia corre, como você ou eu.  Daí em diante, a família de Carlos além da dor da perda, vai parar de contar com a estabilidade financeira que João trazia para casa, sem falar nos gastos e formalidades funerárias e de inventário.

Porém, João era extremamente precavido e tinha contratado um seguro de vida Azos. Ou seja, ele tinha transferido o risco de tais custos para nós. 

Ao contratar a Azos, João garantiu que a família dele sentisse menos o impacto financeiro com a morte dele. Nós da Azos, então, cobrimos financeiramente os custos desse risco e transferimos para a família de João, uma indenização em caso de morte no valor contratado pelo próprio João. 

O seguro de vida é um meio seguro e eficaz de reduzir esse impacto financeiro que uma morte pode causar nas contas da família, especialmente se você for a provedora ou se sua renda cobrir grande parte das despesas de quem você ama – formalmente chamados de beneficiários

O seguro de vida é a tranquilidade que você precisa para viver sua vida sabendo que nunca deixará de cuidar de quem você ama, nem se você não estiver mais por aqui.

O que é investimento?

Já o investimento é quando você aplica um dinheiro sabendo que ele vai render algum juro além daquele aplicado. Ou seja, se você compra uma ação por R$100 reais, e ela valoriza 10%, você pode vendê-la e recuperar os seus 100 + 10% do rendimento.

Isso não acontece no seguro de vida, não no tipo mais procurado pelo menos, o seguro de vida temporário. 

Porém, no caso do seguro de vida resgatável existe um complemento de rendimento, o qual será acrescentado à indenização que seu beneficiário for receber. 

Mas, nem tudo são rosas, ao contrário do seguro temporário, o resgatável tem uma desvantagem. Ele é submetido à cobrança de impostos justamente pela característica de rendimento que está nele incluída. 

Isso leva a uma outra desvantagem, ele pode tornar a declaração do imposto de renda do seu beneficiário uma bagunça.

Poupança

A poupança é a aplicação mais tradicional do mercado brasileiro e um investimento de baixíssimo risco. É uma aplicação de baixo risco em renda fixa, acessível para todo mundo e com o mesmo rendimento, independente do banco escolhido.

Ela ainda é isenta de custos como tributação ou taxas de manutenção, por exemplo. Apesar de ter declaração no IR a quem tem obrigatoriedade para quem poupa acima de R$140,00 reais.

No que ela consiste? 

É simples, todo mês você poupa – daí poupança – certa porcentagem de sua renda para depositá-la em uma conta poupança em um banco ou agência. 

Fazendo isso todo mês, durante um prazo médio ou longo, você terá o dinheiro poupado mensalmente mais o rendimento do juros. 

Acontece que desde 2012, com a mudança das regras da SELIC, é comum que o rendimento da Poupança seja abaixo da inflação, o que na prática, significa que seu dinheiro está desvalorizando parado ali.

O que é preciso para ser considerado um investimento?

A explicação mais simples seria: sempre que você compra algo ou deposita uma quantia X e recebe de volta X + Y, você está investindo.

Vejamos o caso da poupança que é o investimento mais acessível.

O juro do rendimento da caderneta de poupança em 2020 foi de 2,45% ao ano (70% da SELIC). Se você poupou R$10 reais todo mês, no final do ano, você terá R$120 reais mais 2,45% do juros, ou seja, R$122 reais e 94 centavos.

Como você pode ver, mais do que poupado, o seu dinheiro rendeu um valor a mais do que aquele que você depositou. Isso pode ser considerado um investimento.

O seguro de vida vitalício e o seguro de vida resgatável podem funcionar 

da mesma forma que a poupança, mas com um rendimento ruim e uma cobertura longe do ideal (ou com prêmios acima do adequado).

Rentabilidade Seguro de vida resgatável X Investimento conservador

Vamos colocar as cartas na mesa: o seguro de vida e o investimento têm finalidades diferentes. E se estiver dentro das suas possibilidades, a melhor opção é ter os dois de forma bem feita.

Assim: um bom investimento dentro das suas possibilidades mensais e um bom seguro, com prêmio acessível e cobertura adequada.

Por quê?

O retorno de um investimento não pode acontecer de maneira rápida e depende de variações de mercado. E ele não tem como finalidade cobrir um impacto de uma gravidade na vida dos seus familiares e entes queridos e sim, abrir possibilidades e uma vida mais confortável pra você.

O seguro de vida, dentro do prazo de contrato, vai indenizar a sua família o total da sua apólice, seja qual for o valor que você tenha pagado para a seguradora até o momento da sua morte. Ou seja, você não vai usufruir desse valor.

Por isso, a melhor opção é ter as duas coisas: algo para você aproveitar em vida, e um colchão para dar suporte a sua família.

Mas, se esse não for o seu caso, cuidado, porque o valor da cobertura pode brilhar aos seus olhos, e fazer parecer que o seguro de vida resgatável é vantajoso. 

É exatamente o contrário, a taxa de rendimento dele é baixíssima e exige um longo tempo de pagamento de prêmios. Essa é a principal desvantagem se você for considerar o seguro de vida como investimento.

Porém, se você morrer de repente ou se uma doença grave colocar a sua saúde em risco, o investimento, no curto e médio prazo, pode não ser suficiente para segurar as despesas e projetos dos seus entes queridos.

Seja qual for o momento, se algo acontecer com você, a cobertura do seguro de vida continua a mesma. Já no caso do investimento, as coisas podem levar mais tempo, embora seu dinheiro renda muito mais.

O que os especialistas da Azos recomendam? 

O nosso papel na Azos é garantir a segurança financeira da sua família e das pessoas que você ama. É por isso que nossos especialistas são bastante diretos em relação ao tratamento do seguro de vida como investimento. 

Não vale a pena. Seguro de vida não é investimento, como o seguro de carro também não é, são instrumentos financeiros para proteger sua família de imprevistos e desastres.

Embora alguns tipos de seguro de vida, como o seguro resgatável, possam ser considerados como investimento, a taxa de rendimento é extremamente baixa. Na verdade, como investimento, o seguro de vida é o pior tipo.

Lembre-se, o objetivo do seguro de vida é reduzir o impacto financeiro da sua morte por meio do pagamento da indenização, feito pela seguradora, a sua família ou beneficiário.

Há formas seguras e mais rendosas de investimento que você pode recorrer. Mas isso não significa que você não precisa de um seguro de vida, pelo contrário. 

Se possível, faça as duas coisas: recorra a um prêmio de seguro de vida mais baixo e invista a diferença do que pagaria num prêmio de seguro resgatável de forma coordenada, com auxílio de uma instituição financeira, por exemplo.

Por isso, o ideal é garantir para você uma cobertura, caso qualquer coisa aconteça e você morra de repente sua família não ficará desprotegida. Feito isso, você vai poder ter a tranquilidade e a segurança para pesquisar por investimentos que realmente valham a pena.

Ficou alguma dúvida sobre o seguro de vida e os investimentos? Fale agora com um dos nossos especialistas Azos e não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje.