É comum que o grupo de investidores sempre pense na possibilidade de amargar um prejuízo, caso aconteça uma grande oscilação de mercado. É, por isso, que o negócio é organizado em torno de um grupo financeiro, pois o peso da perda será menor ao ser dividido entre os participantes.

Compartilhar riscos, como uma forma de ajuda, não é apenas um ato para simplificar um negócio, como também se trata de um comportamento social histórico fundado nos princípios da ética.

Um pouco da história dos seguros

A ideia e a prática de compartilhar riscos originaram-se na antiguidade. Milhares de anos se passaram, desde que mercadores chineses inventaram uma forma engenhosa de proteção contra incidentes e a chance de acontecer algum desastre financeiro durante suas jornadas comerciais.

Eles simplesmente dividiram suas cargas entre vários barcos.

Se um dos barcos fosse despedaçado nas corredeiras, nenhum mercador perderia todos os seus bens. Cada um perderia apenas uma pequena porção do carregamento. 

Eles podem não ter pensado nesse esquema dentro do nosso modelo de seguro, mas o princípio é semelhante à versão moderna, o seguro marítimo oceânico surgido no século XVIII. 

O seguro marítimo oceânico é muito parecido com outras formas de seguro de propriedade e acidentes. 

Com o seguro moderno, em vez de distribuir as cargas entre vários navios, os comerciantes e armadores concluíram que seria mais conveniente distribuir os custos monetários de quaisquer perdas entre muitos comerciantes e armadores por meio de acordos financeiros. 

Novamente por conveniência, esses acordos geralmente assumem a forma de uma apólice de seguro, com subscritores de seguros ou uma companhia de seguros atuando como intermediário financeiro. 

Em troca de um pagamento chamado prêmio, a seguradora assume os riscos – isto é, arca com o pagamento das perdas – de todos os segurados.

O surgimento dos investidores

A aplicação de seguros recebeu o nome da prática, na Inglaterra do século XVII, de investidores privados, que assinavam seus nomes como fiadores de listagens postadas de viagens e carregamento marítimos por uma taxa. O valor era indicado por eles em função do risco financeiro assumido.

Esse grupo chamado na época de subscritores, se reunia inicialmente em um café londrino de propriedade de Edward Lloyd. Ali formou a associação que mais tarde seria conhecida, depois do café, como Lloyd's of London. 

Muito antes de comemorar seu tricentenário em 1988, a companhia havia se tornado uma grande força no cenário global de seguros. Ainda aderindo à prática de subscrição individual por membros, tornou-se conhecido como uma fonte de cobertura para quase todo tipo de risco que se possa imaginar.

O início do seguro incêndio

Embora tenha tomado uma direção diferente das atividades do grupo, a versão moderna do seguro incêndio também teve seu início na Inglaterra do século XVII. 

A necessidade ficou clara quando cerca de 14.000 edifícios foram destruídos e 200.000 pessoas ficaram desabrigadas em um incêndio que assolou Londres em 1666. 

A primeira companhia de seguros contra incêndio foi fundada em Londres no ano seguinte. A princípio, ela foi operada apenas pelo empresário conhecido como Nicholas Barbon. Em 1680, a empresa foi reestruturada como uma sociedade anônima conhecida como Corpo de Bombeiros.

Nas Américas, a primeira empresa de seguros contra incêndio foi formada em 1735, mas durou apenas cinco anos. Foi o estadunidense Benjamin Franklin quem deu início ao seguro contra incêndio — em 1752 — com a bem-sucedida formação da Contribuição da Filadélfia para o Seguro de Casas contra Perda por Incêndio. 

A empresa também era conhecida como Hand in Hand, por causa de sua marca de fogo, símbolo que aparecia originalmente nas casas que eram seguradas pela Contribuição. Essa empresa ainda existe.

O começo do seguro automóvel

Quando o automóvel surgiu, o seguro não ficou para trás. A ideia era fornecer proteção financeira e tranquilidade aos proprietários de automóveis. Ainda que, a princípio, os acidentes não fossem graves e com grandes danos.

A primeira apólice de seguro automóvel da história, digamos, cobria, na verdade, uma carruagem puxada por cavalos. Ela foi emitida em 1887 para um certo Gilbert Loomis de Westfield, Connecticut, Estados Unidos. O custo do prêmio foi de $ 7,50 por $ 1.000 dollares de cobertura.

Cinco anos depois, Ralph Emery, nascido em Boston, também nos Estados Unidos, queria segurar seu Stanley Steamer contra o risco de incêndio. 

Uma apólice marítima adaptada para protegê-lo, provavelmente, foi a primeira apólice emitida para segurar um automóvel como propriedade.

Ao longo dos anos, as seguradoras de bens/acidentes expandiram seus horizontes para fornecer cobertura contra muitos perigos, desde a violência de furacões e tornados até roubo de identidade e as consequências da negligência de uma pessoa resultando em dano a outra.

Ao longo da história, as seguradoras encontraram diversas maneiras para, com o avanço tecnológico, cobrir novas necessidades surgidas na sociedade. Alguns exemplos são: o avião, a energia nuclear, as plataformas de petróleo offshore, as naves espaciais, celulares, entre outros.

Hoje, proprietários de residências, de automóveis, empresas e instituições têm à sua disposição uma ampla gama de produtos de seguros.

O porquê do seguro

Sem o seguro contra casualidades e riscos, nossa sociedade teria pilares menos sólidos, já que a perda seria sempre tratada como algo individual, nunca como parte de um processo de crescimento e desenvolvimento social coletivo.

Em face do risco, o seguro tem como objetivo reduzir impactos financeiros inesperados e, com isso, providenciar meios para que toda a sociedade possa lidar com perdas acidentais.

O cliente divide o risco com a empresa de seguros, a empresa de seguros divide o risco entre seus investidores e estes, além de criar centenas de postos de trabalho, impedem que acidentes causem danos financeiros ao segurado.

Nós da Azos fazemos parte dessa história, fale agora com um de nossos especialistas e saiba mais.