O suicídio é a questão mais alarmante da vida. Como se pode estar preparado para o suicídio? Como se pode entendê-lo? Por que é cometido? É possível de ser evitado? Ele parece irremediavelmente destrutivo, deixando atrás de si culpa, vergonha e desalenta paralisação para aqueles que ficam.

Acompanhe nosso conteúdo sobre o tema para entender mais sobre o assunto.

O que é o suicídio?

Suicídio significa voluntariamente tirar sua própria vida. A mente de um suicida busca, através deste ato, pôr um fim à sua dor e sofrimento. O suicídio não discrimina, ou seja, ele pode acontecer na vida de qualquer pessoa.

O conceito de morte para a sociedade

Mas antes de discursarmos sobre o tema, é importante relembrar o quanto a morte é temida pela nossa sociedade, a consideramos um tabu. Quantas pessoas, ao longo da sua vida, sentaram à mesa para falar sobre o tema, por exemplo? Você já teve alguma experiência do tipo? Creio que não. Por não gostarmos desta temática, nossos profissionais da área da saúde fazem o possível e o impossível para manter pessoas vivas, independente das possíveis consequências que isso possa acarretar à estas vidas.

Vivemos em uma sociedade que não conversa sobre a morte, que busca escondê-la de todos; e por este motivo, quando alguém tira voluntariamente sua vida, se pensarmos em um senso popular, ela só pode “estar louca”. É a partir deste achismo, que as justificativas ganham formato, ao ponto de chegar a um preconceito de nível mundial.

Embora queiramos virar as costas para estes fatos, a Organização Mundial de Saúde, mostra, em diversos artigos, que o suicídio está aumentando. Nas últimas décadas, cresceu significativamente e além de estar entre as dez principais causas de morte, a OMS dispara um alerta sobre o grupo de adolescentes e jovens adultos, que fazem parte destas análises: é uma realidade assustadora, pois nos deparamos com números consideravelmente altos para este público.

De acordo com a Secretaria da Saúde do Governo do Estado da Bahia: “O suicídio não é um fenômeno recente, mas os números têm impactado tão fortemente os órgãos internacionais de saúde que não há dúvidas: estamos diante de um grave problema de saúde pública. No Brasil, cerca de 12 mil pessoas tiram a própria vida por ano, quase 6% da população. No mundo, são cerca de 800 mil de suicídios anuais. O Brasil só perde para os EUA.”

Fonte: http://www.saude.ba.gov.br/2020/09/10/oms-alerta-suicidio-e-a-3a-causa-de-morte-de-jovens-brasileiros-entre-15-e-29-anos/ acesso dia 03/09/2021

Quem são as pessoas mais suscetíveis ao suicídio?

Pessoas que já tentaram cometer suicídio no passado; histórico de depressão ou questões mentais; transtorno por uso de álcool; histórico familiar tanto de transtorno mental como de uso de substâncias químicas; histórico familiar de suicídio; violência familiar seja por abuso sexual, físico ou verbal; dor crônica; contextos de estresse como dificuldades financeiras, falecimento de um ente querido, término de relacionamentos, grupo de faixa etária entre 15 e 24 anos, e idosos.

É importante frisar que dentro de consultórios psicológicos e psiquiátricos, este fenômeno do comportamento suicida é também complexo e difícil de ser abordado; entretanto, deve ser muito mais debatido e vivenciado do que nas rodas de família, nas escolas, nas faculdades, em ambientes corporativos e etc.

Vivemos em uma sociedade atual voltada para espaços onde erros, tristezas ou dores não devem existir. Desde novos, crianças são levadas a viver o caminho do sucesso, e com essa reprodução  constante em diversos núcleos familiares, onde fica o espaço para o acolhimento? Como as crianças e os jovens adultos irão atender a estas expectativas sem a ver sequer afeto para seus medos?

Muitos, se refugiam em depressão, e por vezes, precipitam-se a um ato suicida. O suicídio é uma busca do sujeito de se livrar desta angústia por não se sentir capaz de atender às demandas da sociedade. Falar sobre suicídio é falar sobre a vida também, e por isto, separamos algumas reflexões para tentarmos lidar, conversar e ampliar nossas perspectivas sobre o assunto.

Esse conteúdo foi escrito pela psicóloga Fernanda Rondom em parceira com a Azos.
Ela é pós-graduada em Psicologia Analítica, formada em Psicologia, com formação Avançada de Tanatologia e Cuidados Paliativos, Fernanda Rondon é psicóloga, e atualmente realiza atendimentos online.

Siga @vacomalma - Telefone: (31) 99680-8336 - Site: www.fernandarondon.com.br

Caso você seja uma pessoa com ideações suicidas, ou conheça alguém que esteja em sofrimento, sugiro que busque a sua rede de apoio (sejam familiares ou amigos); caso já tenha feito essa tentativa e sentiu que não foi acolhido como gostaria, recorra ao Centro de Valorização da Vida, que realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias. Acesso o site: https://www.cvv.org.br/   Ou ligue para o número 188!