O convívio com pessoas com depressão ou sofrimento mental não é tarefa simples. É necessário buscar ajuda profissional , além de oferecer apoio e suporte de forma constante.

Nem sempre isso vai ser suficiente ou fazer efeito a curto prazo. Desenvolvemos um conteúdo para te ajudar com essa situação.

1. Faça perguntas e escute as respostas

Pergunte sem repreender, faça perguntas abertas. Acolha ao invés de dizer as suas verdades.

Quando a pessoa se aproxima de você esteja certo que o objetivo é desabafar, de diminuir o peso do seu silêncio. Ela quer se sentir menos só.

Quando ela sente que você está mais aberto, ela sabe que uma mão foi estendida a ela.

Caso sua reação seja agressiva, a probabilidade dela se fechar para você é grande.

Um outro olhar que é importante é o cuidado com as suas experiências de vida: o outro é diferente de você. A dor é intransferível. A dor é particular. E é sobre certas frases que iremos discutir na próxima dica.

2. Não tente consertar a pessoa

Eu sei que você ama ou se importa muito com a pessoa.

Ouvir frases como: “eu quero morrer” ou “eu tentei me matar” podem causar um susto ao ponto da pessoa esquecer inclusive de respirar.

Mas tem algo que você pode fazer: pergunte como pode ajudar.

3. Ofereça suporte de verdade (profissional e familiar)

Busque suporte de especialistas da saúde:  psiquiatras, psicólogos ou terapeutas. Se oferecer para levar a pessoa às consultas é uma boa atitude.

Aproveite também para recorrer à rede familiar e de amigos mais próximos à essa pessoa. Eu sei que existem pessoas que iriam mais atrapalhar que ajudar mas certamente alguns podem ser escolhidos a dedo!

É importante que as pessoas inseridas nesta rede se eduquem para entender as melhores maneiras de como atuar. Compartilhe esse artigo com elas, caso queira.

Vocês podem traçar planos juntos, podem ter ideias juntos e sempre perguntar se a pessoa concorda. Sempre! Não crie planos unilaterais.

Cuidado com planos grandes demais: a pessoa com pensamentos suicidas pode ter dificuldades e com isso gerar mais frustrações.

Existe um grupo de pessoas que possui dificuldade em falar sobre seus pensamentos: “Por que falar se não vão entender?”. Diga que você quer fazer parte deste momento (talvez você tenha que repetir isso diversas vezes).

4 Cuide de você

Lidar com uma pessoa que é suicida pode ser cansativo e você pode se sentir com medo, principalmente sendo alguém que você ama.

Certifique-se de cuidar da sua própria saúde mental e física. Cerque-se dos seus familiares e amigos também. Se possível, faça terapia.

Conseguimos ajudar os outros quando estamos bem e quando também temos ajuda.

É importante trabalhar os SEUS Limites no meio disso tudo. Porque como eu disse, você não é responsável pela recuperação do outro. Você pode fazer parte, mas você não é responsável. Eles são.

Esse conteúdo foi escrito pela psicóloga Fernanda Rondom em parceira com a Azos.
Ela é pós-graduada em Psicologia Analítica, formada em Psicologia, com formação Avançada de Tanatologia e Cuidados Paliativos, Fernanda Rondon é psicóloga, e atualmente realiza atendimentos online.

Siga @vacomalma - Telefone: (31) 99680-8336 - Site: www.fernandarondon.com.br

Caso você seja uma pessoa com ideações suicidas, ou conheça alguém que esteja em sofrimento, sugiro que busque a sua rede de apoio (sejam familiares ou amigos); caso já tenha feito essa tentativa e sentiu que não foi acolhido como gostaria, recorra ao Centro de Valorização da Vida, que realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias. Acesso o site: https://www.cvv.org.br/   Ou ligue para o número 188!